28.9.13

Lago Igapó. Ninguém cogitou nisso?



Fala-se, reclama-se, discute-se. Abraça-se o lago, como se esse simbolismo fosse resolver o problema do assoreamento e comover as autoridades responsáveis. As construtoras que erguem prédios monumentais na Gleba Palhano e deixam a terra escorrer para o lago serão as grandes vilãs? Ou a culpa é da inépcia da prefeitura que há anos abandonou todos os lagos Igapó à própria sorte? Ou será a soma de vários fatrores?
Quem caminha no entorno do Igapó II descobre até esgoto vazando para as águas. A população pouco colabora: pescadores que se arriscam a fisgar peixes contaminados largam os restos e lixos à margem do lago. Vândalos pixam lixeiras e bancos. O assoreamento é tamanho que provavelmente daria para cruzar o lago a pé, de margem a margem, sem molhar os joelhos.
É muito blá-blá-blá e pouca ação.
Aqui vai a colaboração do blog Visual de Londrina: prefeitos de outras localidades falam menos e agem mais. A foto mostra uma draga de corte e sucção em ação para desassorear o Canal do Itajuru, em Cabo Frio. Estava prevista a dragagem de 150 mil metros cúbicos de areia. Uma área gigante  que nossos lagos não têm.Talvez o Igapó necessite de outro tipo de draga – mas isso compete aos engenheiros responsáveis da prefeitura determinarem. Está mais do que na hora de agir, desassoreando e despolundo nossos cartões de visita!

Foto: Arnaldo Villa Nova

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