16.10.09
Agressão aos londrinenses
Impressionante: basta trafegar pelas principais avenidas de Londrina para se constatar o indiscriminado e geométrico avanço da poluição visual provocada pelas empresas de outdoor, que são as locadoras comerciais do espaço urbano.
Estranha-se esse avanço, que ocorre exatamente no momento em que o prefeito Barbosa Neto aguarda sua proposta de “Cidade Limpa” ser votada na Câmara dos Vereadores.
Para um bom entendedor, a proposta do prefeito reflete a saturação dos londrinenses, que já não aguentam mais a feiúra, poluição e o mal-estar provocados pelos incontáveis outdoors, front-lights, painéis, faixas, cartazes, banners, luminosos e outras invencionices espalhadas por todos os cantos da cidade. Para um bom entendedor, as empresas de outdoor estão partindo para uma confrontação, não só ao prefeito, mas a toda população.
Em entrevista publicada em junho último no Jornal da ACIL - Associação Comercial e Industrial de Londrina -, a presidente da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda de Londrina), Cláudia Romariz, mostrou-se “preocupada” com o possível desemprego dos funcionários do setor de publicidade exterior. Entretanto, neste momento em que a cidade vem sendo agredida, loteada, poluída e enfeada pela exacerbada poluição visual, ela não se manifesta, nem tampouco mostra um único pinguinho de preocupação em relação aos moradores de Londrina.
As fotos que venho publicando no blog são apenas uma ínfima amostra da agressão que as empresas de outdoor vêm causando à cidade. Há necessidade, sim, de se normatizar a publicidade exterior, não só dos outdoors, mas também das fachadas de lojas e empresas comerciais. E volto a repetir: a prefeitura nem precisaria submeter um projeto de lei à Câmara, pois o próprio Código de Posturas do Município já autoriza toda e qualquer ação para regulamentação, fiscalização, localização, eliminação e formatação da publicidade exterior. Bastaria cancelar ou nem conceder as licenças para sua instalação e o projeto “Cidade Limpa” estaria rapidamente implantado.
Estranha-se esse avanço, que ocorre exatamente no momento em que o prefeito Barbosa Neto aguarda sua proposta de “Cidade Limpa” ser votada na Câmara dos Vereadores.
Para um bom entendedor, a proposta do prefeito reflete a saturação dos londrinenses, que já não aguentam mais a feiúra, poluição e o mal-estar provocados pelos incontáveis outdoors, front-lights, painéis, faixas, cartazes, banners, luminosos e outras invencionices espalhadas por todos os cantos da cidade. Para um bom entendedor, as empresas de outdoor estão partindo para uma confrontação, não só ao prefeito, mas a toda população.
Em entrevista publicada em junho último no Jornal da ACIL - Associação Comercial e Industrial de Londrina -, a presidente da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda de Londrina), Cláudia Romariz, mostrou-se “preocupada” com o possível desemprego dos funcionários do setor de publicidade exterior. Entretanto, neste momento em que a cidade vem sendo agredida, loteada, poluída e enfeada pela exacerbada poluição visual, ela não se manifesta, nem tampouco mostra um único pinguinho de preocupação em relação aos moradores de Londrina.
As fotos que venho publicando no blog são apenas uma ínfima amostra da agressão que as empresas de outdoor vêm causando à cidade. Há necessidade, sim, de se normatizar a publicidade exterior, não só dos outdoors, mas também das fachadas de lojas e empresas comerciais. E volto a repetir: a prefeitura nem precisaria submeter um projeto de lei à Câmara, pois o próprio Código de Posturas do Município já autoriza toda e qualquer ação para regulamentação, fiscalização, localização, eliminação e formatação da publicidade exterior. Bastaria cancelar ou nem conceder as licenças para sua instalação e o projeto “Cidade Limpa” estaria rapidamente implantado.
Amostra de fachadas comerciais
14.10.09
Poluição visual, cada vez mais e mais

Enquanto a lei Cidade Limpa não é votada pela Câmara dos Vereadores, a cidade de Londrina vem sendo entulhada de outdoors, tanto nas avenidas abertas mais recentemente, como naquelas mais tradicionais. A primeira foto mostra a Av. Ayrton Senna (note o painel para locação chamando algum anunciante incauto), e a segunda é trecho da Av. Madre Leônia, com o já tradicional e estapafúrdio trenzinho de outdoors - uma forma vil de agredir a paisagem londrinense. Quando - e se - a lei Cidade Limpa for votada e caso a votação resulte em eliminação total dos outdoors, como foi feito em São Paulo, as empresas de outdoor voltarão a choramingar, espernear e apelar para a opinião pública, esquecendo-se de que foram elas as únicas culpadas por levar Londrina a esse caos urbano de comunicação visual. Uma agressão à cidadania!
Assassinato visual
Parece demoníaco com a cidade de Londrina - e é! Esse triste visual está instalado na rotatória da Av. Higienópolis com Madre Leônia, um dos pontos nobres da cidade.
Não bastassem os oudoors instalados, há um deles desmontado (ou destruído) e mais dois painéis vagos aguardando anunciantes (veja as flechas).
E o mais triste: o verde das árvores está totalmente escondido. Por sinal, nenhuma entidade ligada ao verde, ao corte de árvores ou à preservação do meio ambiente se manifestou publicamente.
É por essa e por outras que os londrinenses se sentem desrespeitados pela ganância das empresas de outdoor, que pouco se importam com a cidade e só enxergam os seus próprios umbigos - ou melhor dito, suas carteiras de dinheiro.
Vem mais poluição por aí
Empresas de outdoor detonam Londrina
Como se não bastassem os outdoors já instalados, além da horrivel pintura no muro, faz algumas semanas que a empresa de outdoor aguarda um "freguês" para preencher o terceiro andar da poluição, montado há pouco tempo. Isso bem na época em que o projeto "Cidade Limpa" aguarda votação na Câmara dos Vereadores.20.8.09
Tendência universal
12.8.09
Será que agora vai?
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, foi recebido dia 12/08 pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, na capital paulista. A visita rendeu um acordo de cooperação técnica para a implantação do programa Cidade Limpa em Londrina.
“Conhecemos a positiva experiência de São Paulo nesta área. Foi uma mudança radical. A cidade ganhou novos ares. Está bonita, limpa. É isto que queremos implantar aqui e por isso conhecemos o prefeito e sua equipe, que já se colocaram a disposição para ajudar Londrina”, afirmou Barbosa Neto. Com a aprovação da Lei Cidade Limpa na capital paulista, mais de 15 mil outdoors foram retirados das praças e ruas, alem de outros tipos de poluição visual. Em Londrina, o projeto encaminhado que prevê a retirada de todo tipo de poluição visual e adequação de fachada pelo prefeito Barbosa Neto tramita na Câmara de Vereadores e deve ser apreciado neste semestre.
O prefeito também cumpriu agenda na cidade de São Paulo com o secretário de Relações de Emprego e Trabalho do Governo do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. “Conhecemos novas tecnologias e trocamos experiências na geração de empregos”, declarou Barbosa.
“Conhecemos a positiva experiência de São Paulo nesta área. Foi uma mudança radical. A cidade ganhou novos ares. Está bonita, limpa. É isto que queremos implantar aqui e por isso conhecemos o prefeito e sua equipe, que já se colocaram a disposição para ajudar Londrina”, afirmou Barbosa Neto. Com a aprovação da Lei Cidade Limpa na capital paulista, mais de 15 mil outdoors foram retirados das praças e ruas, alem de outros tipos de poluição visual. Em Londrina, o projeto encaminhado que prevê a retirada de todo tipo de poluição visual e adequação de fachada pelo prefeito Barbosa Neto tramita na Câmara de Vereadores e deve ser apreciado neste semestre.
O prefeito também cumpriu agenda na cidade de São Paulo com o secretário de Relações de Emprego e Trabalho do Governo do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. “Conhecemos novas tecnologias e trocamos experiências na geração de empregos”, declarou Barbosa.
(Notícia publicada no site da Prefeitura de Londrina)
9.7.09
Entrevista no Jornal da ACIL
Entrevista concedida à jornalista Érika Pelegrino e publicada no Jornal da ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina), edição de junho 2009:
Quais os pricipais problemas que o senhor identifica hoje em Londrina, quanto à disposição de anúncios publicitários? O que é mais grave hoje neste quesito?

Nota-se que houve até hoje total ausência do poder público (no caso a Prefeitura) que deveria legislar sobre o ordenamento da comunicação exterior. Toda ação provoca uma reação contrária. As empresas de outdoor passaram de muito os limites do razoável no uso do espaço público e privado e as pessoas passaram a se incomodar com o excesso de painéis, faixas, tótens, front-lights, etc. E quando falo de excesso, bote excesso nisso: não conheço nenhuma cidade onde se vê essa incômoda, primitiva e absurda poluição visual.
O senhor tem informações sobre quantos anuncios publicitários a cidade tem? E na sua avaliação para termos condições menos agressivas de poluição visual, quantos anuncios deveríamos ter, no máximo?
Só posso me ater às informações citadas pelas empresas de outdoor e publicadas há cerca de oito meses: cerca de 600 painéis e 60 front-lights. Creio que politicamente eles foram muito comedidos nesse número. Podemos considerar que o número é bem maior, principalmente de painéis. E nem falo dos horrorosos muros pintados que se espalham pela cidade, contendo os chamados "reclames" da idade da pedra.
Na sua avaliação o problema maior é a quantidade de anúncios, o tamanho destes ou os locais onde instalados; ou ainda todos estes quesitos?
O problema é todo o conjunto de situações contido na sua pergunta. Se a Prefeitura não adotar o conceito de "Cidade Limpa", acabando de vez com todos os outdoors, o que embelezaria nossa cidade de Londrina, deveria ser adotada uma normatização similar à de Curitiba: selecionar as ruas e avenidas onde haveria outdoors, padronizar um tamanho único, impor condições para manter espaços entre cada painel (tipo um painel e dois espaços, um painel e dois espaços), padronizar as estruturas para garantir maior segurança, impor uma metragem obrigatória de afastamento das ruas, coibir painéis onde há interferência na visão dos motoristas, proibir outdoors em muros, acabar com os front-lights que tanto incomodam moradores de prédios, proibir pinturas em muros e principalmente criar uma nova legislação para a comunicação exterior na fachada das empresas. Esse é um aspecto tão importante como o dos outdoors.
Quanto aos locais, quais representam maior problema?
Hoje, a saturação de outdoors é visível nas principais avenidas por onde trafegamos: Madre Leônia, João Wycliff, Higienópolis, Maringá, Airton Senna, trechos da Santos Dumont, Tiradentes, junto ao viaduto do Shopping Catuai, e certamente em outras tantas avenidas onde passo raramente. São as avenidas onde se presume que a chamada "sociedade consumista" mais utiliza para ir de casa ao escritório, levar os filhos à escola, aos cursos complementares, às compras, aos programas, etc.
Os ataques que já existem ao projeto de lei protocolado na Câmara, na quarta-feira, vêm de empresas de publicidade e dos anunciantes. O senhor tem sugestões para driblar possíveis problemas de desemprego nas empresas que fabricam estes anuncios e para os anunciantes?
Tenho sugerido no meu blog que essas empresas desde já exerçam sua criatividade e imaginem que realmente será aqui implantada a "Cidade Limpa". Neste caso, o que fazer? Dentre as sugestões, criem empresas de restauro de fachadas, estudem novas técnicas de comunicação (em São Paulo há exemplos brilhantes a respeito), invistam em execução de vitrines (uma bela vitrine é mais chamativa do que os outdoors), façam acordos com a Infraero e a Rodoviária para utilização criativa dos espaços internos de lá, aproveitem o grande número de eventos da cidade, estabeleçam parcerias com a Prefeitura para oferecer abrigos nas paradas de ônibus que contenham um discreto patrocínio, etc. Em caso de dúvidas, chamem profissionais de comunicação competentes. Essas empresas abusaram da liberdade que lhes foi concedida por falta de fiscalização atuante e agora não têm o direito de chorar e apelar emocionalmente para o desemprego dos seus funcionários. Em São Paulo, o prefeito foi irredutível e lá não eram apenas 200 ou 250 empregados: havia milhares. E foi dado um jeito de reempregá-los.
Quanto ao aspecto "Anunciantes", eu não compreendo como é que a maioria deles aceita participar desta fileira de outdoors, que chamo de vagões de trem espalhados ao longo das avenidas. Não compreendo como aceitam outdoors que estão mais para anúncios classificados, com exageros nos textos e fotos, desvirtuando completamente os objetivos de um outdoor: leitura rápida, lembrança da marca, apoio a uma campanha global.
Muitos dos outdoors não devem ter sido criados por profissionais de comunicação - ou se foram, eles obedeceram cegamente aos desejos do anunciante. Incluíram histórico, produto, texto, nome do dono da empresa, foto da esposa, foto do filho, foto do cachorro, etc. Óbvio que dramatizei aqui, mas no meu blog há exemplos de outdoors horrorosos e ineficientes. Mais da metade dos outdoors representa dinheiro jogado fora pelos anunciantes.
Por fim, como o senhor avalia a iniciativa do prefeito?
Não conheço o prefeito Barbosa Neto pessoalmente. Mas reconheço que, já para início de gestão, ele está agindo com pulso firme. Interesses de poucos devem ser abolidos em favor das necessidades da maioria. E a maioria nesse caso é a população de Londrina, que vem se queixando dos abusos da poluição visual. Essa agressão reconhecidamente nos faz ficar deprimidos, nos envergonha como cidadãos e mostra o descaso da administração anterior. Cartas publicadas nos jornais e inúmeros comentários que chegam ao meu blog "Visual de Londrina" apontam que o prefeito está no caminho certo. Felizmente.
25.6.09
11.6.09
A Prefeitura não precisa de aprovação da Câmara
Muito estranha a notícia publicada hoje no Jornal de Londrina, na qual o prefeito Barbosa Neto vai enviar seu projeto de "Despoluição Visual" para aprovação na Câmara dos Vereadores.
Juridicamente, o Código de Postura do Município mostra ser única e exclusivamente responsabilidade do Executivo a Publicidade em Geral na cidade.
Veja este CAPÍTULO IX DA PUBLICIDADE EM GERAL Art. 186:
A exploração dos meios de publicidade no Estádio do Café, nas vias e nos logradouros públicos, bem como nos acessos comuns, ou colocados em terrenos ou próprios de privado (sic), mas visíveis dos lugares públicos, depende de licença da Prefeitura, sujeitando-se o contribuinte ao pagamento da taxa respectiva.
§ 1º. Incluem-se na obrigatoriedade deste artigo os cartazes, letreiros, propaganda, boletins, panfletos, quadros, painéis, emblemas, placas, avisos, anúncios e mostruários, luminosos ou não, feitos por qualquer modo, processo ou engenho, suspensos, distribuídos, afixados ou pintados em muros, paredes, tapumes e veículos.
Em outras palavras: toda publicidade exterior (outdoors, front-lights, faixas, pinturas, etc.) depende de licença da Prefeitura. Basta a Prefeitura cassar as licenças e o problema estará resolvido. Há seis meses pela frente para que a cidade acorde absolutamente limpa!
Juridicamente, o Código de Postura do Município mostra ser única e exclusivamente responsabilidade do Executivo a Publicidade em Geral na cidade.
Veja este CAPÍTULO IX DA PUBLICIDADE EM GERAL Art. 186:
A exploração dos meios de publicidade no Estádio do Café, nas vias e nos logradouros públicos, bem como nos acessos comuns, ou colocados em terrenos ou próprios de privado (sic), mas visíveis dos lugares públicos, depende de licença da Prefeitura, sujeitando-se o contribuinte ao pagamento da taxa respectiva.
§ 1º. Incluem-se na obrigatoriedade deste artigo os cartazes, letreiros, propaganda, boletins, panfletos, quadros, painéis, emblemas, placas, avisos, anúncios e mostruários, luminosos ou não, feitos por qualquer modo, processo ou engenho, suspensos, distribuídos, afixados ou pintados em muros, paredes, tapumes e veículos.
Em outras palavras: toda publicidade exterior (outdoors, front-lights, faixas, pinturas, etc.) depende de licença da Prefeitura. Basta a Prefeitura cassar as licenças e o problema estará resolvido. Há seis meses pela frente para que a cidade acorde absolutamente limpa!
7.6.09
Editorial do Jornal de Londrina, 07/junho
Bom Dia
Cidade Limpa
Há pouco mais de um ano, em 9 de março de 2008, o JL publicou reportagem revelando que a falta de legislação específica agravara a poluição visual de Londrina. Profissionais do setor estimavam na cidade cerca de 600 outdoors (tamanho 9x6 metros) e 60 front-lights – painéis luminosos. “Vista do alto, a cidade é linda (...) Mas, ao caminhar pelo centro, mal se vê o céu. Há um excesso de painéis, como se fossem vagões de um trem, que escondem a vegetação e a arquitetura”, lamentou à época o publicitário Júlio Bahr.
Por isso, o anúncio do programa Cidade Limpa pelo prefeito Barbosa Neto (PDT), na última semana, traz a expectativa de que o problema finalmente será enfrentado de forma corajosa – como, aliás, ocorreu em São Paulo, uma megalópole com mais de 10 milhões de habitantes. Lá, a resistência foi colossal, o que não inibiu a disposição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em implantar o programa. O resultado todos conhecem: mudou para melhor a cara de São Paulo.
Obviamente, profissionais do setor, como a Associação dos Profissionais de Propaganda (APP), deverão ser ouvidos, para que a dose do remédio seja adequada às necessidades de Londrina. E menos impacto econômico ocorra. Abrir o diálogo com a sociedade, no entanto, não reduz o acerto da decisão política. Afinal, problemas existem para serem atacados; e a fieira de desculpas dos últimos anos já esgotou a paciência dos londrinenses.
Cidade Limpa
Há pouco mais de um ano, em 9 de março de 2008, o JL publicou reportagem revelando que a falta de legislação específica agravara a poluição visual de Londrina. Profissionais do setor estimavam na cidade cerca de 600 outdoors (tamanho 9x6 metros) e 60 front-lights – painéis luminosos. “Vista do alto, a cidade é linda (...) Mas, ao caminhar pelo centro, mal se vê o céu. Há um excesso de painéis, como se fossem vagões de um trem, que escondem a vegetação e a arquitetura”, lamentou à época o publicitário Júlio Bahr.
Por isso, o anúncio do programa Cidade Limpa pelo prefeito Barbosa Neto (PDT), na última semana, traz a expectativa de que o problema finalmente será enfrentado de forma corajosa – como, aliás, ocorreu em São Paulo, uma megalópole com mais de 10 milhões de habitantes. Lá, a resistência foi colossal, o que não inibiu a disposição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em implantar o programa. O resultado todos conhecem: mudou para melhor a cara de São Paulo.
Obviamente, profissionais do setor, como a Associação dos Profissionais de Propaganda (APP), deverão ser ouvidos, para que a dose do remédio seja adequada às necessidades de Londrina. E menos impacto econômico ocorra. Abrir o diálogo com a sociedade, no entanto, não reduz o acerto da decisão política. Afinal, problemas existem para serem atacados; e a fieira de desculpas dos últimos anos já esgotou a paciência dos londrinenses.
5.6.09
Nosso "Visual de Londrina" acertou na mosca!
Uma excelente notícia para a maioria dos londrinenses: o prefeito Barbosa Neto, segundo afirmou ontem, dia 04/06, está propondo para Londrina uma lei inspirada na "Cidade Limpa" de São Paulo.
Deverão ser eliminados todos os outdoors e pinturas das ruas, proibidas faixas, luminosos, tótens e outras formas de poluição visual, além de regulamentadas as formas de comunicações exteriores na frente de lojas e empresas.
Essa decisão veio exatamente de encontro à nossa pregação de tanto tempo neste blog e prova que absolutamente tudo que aqui foi escrito, desenvolvido, exposto e criticado, estava retratando a realidade da cidade e o sentimento da maioria da população.
Segundo o prefeito, a nova lei a ser publicada deverá ser cumprida a partir de 2010.
A posição da APP e das empresas de outdoors
Curiosamente, a APP, através da sua presidente Cláudia Romariz, à qual muito respeito, imediatamente divulgou sua discordância quanto à nova lei, pois esta provocaria o desemprego de cerca de 200 funcionários do setor.
É estranha a posição da APP, que desde as diretorias anteriores jamais externou sua opinião neste blog, que sempre esteve aberto a comentários, críticas e opiniões. Em outras palavras, a APP sempre fechou os olhos à poluição visual da cidade de Londrina, colocando o interesse das três ou quatro principais empresas de oudoor aqui existentes - e seus 200 funcionários - acima do sentimento de repúdio da população, que através deste blog, dos jornais, da televisão e do rádio, já vinha criticando os excessos provocados pela falta de sensibilidade dos proprietários daquelas empresas, bem como a participação dos anunciantes, colaborando para agredir o meio ambiente.
A APP deveria se informar em São Paulo como foi resolvida a situação de milhares (e não apenas de 200) funcionários que trabalhavam no setor.
A criatividade, a busca de inovações, novas formas de comunicações e inteligência foram os fatores que possibilitarem a continuidade do funcionamento de várias empresas de outdoor de lá, com o aproveitamento de grande parte dos funcionários.
A APP, ciente do problema, deveria ter exposta sua preocupação antes da declaração do prefeito, o que teria evitado esse "pseudo-susto" à decisão do prefeito.
Parabéns ao Barbosa Neto!
Uma sugestão aos anunciantes
Se os anunciantes acreditam que os outdoors são sua única técnica de comunicação, tentem implantar técnicas de decorações de vitrines, anúncios de jornais, comerciais de tevê, parcerias em eventos, patrocínios, assessoria de imprensa, internet, enfim, toda a gama de ferramentas e possibilidades mais amplas de divulgação. De preferência, sem poluir o meio ambiente. Consultem Profissionais com " P" maiúsculo!
JEB
Deverão ser eliminados todos os outdoors e pinturas das ruas, proibidas faixas, luminosos, tótens e outras formas de poluição visual, além de regulamentadas as formas de comunicações exteriores na frente de lojas e empresas.
Essa decisão veio exatamente de encontro à nossa pregação de tanto tempo neste blog e prova que absolutamente tudo que aqui foi escrito, desenvolvido, exposto e criticado, estava retratando a realidade da cidade e o sentimento da maioria da população.
Segundo o prefeito, a nova lei a ser publicada deverá ser cumprida a partir de 2010.
A posição da APP e das empresas de outdoors
Curiosamente, a APP, através da sua presidente Cláudia Romariz, à qual muito respeito, imediatamente divulgou sua discordância quanto à nova lei, pois esta provocaria o desemprego de cerca de 200 funcionários do setor.
É estranha a posição da APP, que desde as diretorias anteriores jamais externou sua opinião neste blog, que sempre esteve aberto a comentários, críticas e opiniões. Em outras palavras, a APP sempre fechou os olhos à poluição visual da cidade de Londrina, colocando o interesse das três ou quatro principais empresas de oudoor aqui existentes - e seus 200 funcionários - acima do sentimento de repúdio da população, que através deste blog, dos jornais, da televisão e do rádio, já vinha criticando os excessos provocados pela falta de sensibilidade dos proprietários daquelas empresas, bem como a participação dos anunciantes, colaborando para agredir o meio ambiente.
A APP deveria se informar em São Paulo como foi resolvida a situação de milhares (e não apenas de 200) funcionários que trabalhavam no setor.
A criatividade, a busca de inovações, novas formas de comunicações e inteligência foram os fatores que possibilitarem a continuidade do funcionamento de várias empresas de outdoor de lá, com o aproveitamento de grande parte dos funcionários.
A APP, ciente do problema, deveria ter exposta sua preocupação antes da declaração do prefeito, o que teria evitado esse "pseudo-susto" à decisão do prefeito.
Parabéns ao Barbosa Neto!
Uma sugestão aos anunciantes
Se os anunciantes acreditam que os outdoors são sua única técnica de comunicação, tentem implantar técnicas de decorações de vitrines, anúncios de jornais, comerciais de tevê, parcerias em eventos, patrocínios, assessoria de imprensa, internet, enfim, toda a gama de ferramentas e possibilidades mais amplas de divulgação. De preferência, sem poluir o meio ambiente. Consultem Profissionais com " P" maiúsculo!
JEB
20.5.09
B. H., mais uma cidade limpa
O jornal matinal da Rede Globo mostrou o novo visual da cidade de Belo Horizonte - mais uma cidade que adotou o Programa Cidade Limpa. As pessoas entrevistadas declararam-se maravilhadas ao se depararem, talvez pela primeira vez, com as fachadas dos velhos edifícios, muitos deles históricos e tombados pelo Patrimônio Público.
A visão da cidade é outra. Foram-se os painéis, outdoors, faixas, banners e toda poluição visual que enfeiava a cidade.
Vamos torcer para que o prefeito de Londrina, que assumiu recentemente, reconheça as irregularidades que estão à nossa vista aqui em Londrina.
25.3.09
“Reclames” nos muros
O Jornal de Londrina publicou nesta semana uma reportagem e um editorial sobre a poluição visual causada pela pintura de propagandas nos muros de Londrina, informando até o custo de cada pintura, na verdade uma merreca, pois os pintores são “quebra-galhos” e não profissionais.
Nosso blog Visual de Londrina vem chamando a atenção para o problema desde os primeiros artigos e fotos aqui publicadas. Denominei essa poluição selvagem de “Padrão Londrina de Comunicação Exterior”.
Parece que o Jornal de Londrina só descobriu o fato agora, apesar de manter seus jornalistas e repórteres em campo nas ruas e avenidas da cidade todo o tempo.
Nosso blog já provocou entrevistas na Rádio Universidade FM, na TV Massa, reportagens, matérias e cartas na Folha de Londrina, uma conversa com o ex-prefeito do PT e, mais recentemente, um e-mail ao novo e temporário prefeito.
Resultados? Nota zero. Nada aconteceu.
A publicidade exterior de Londrina parece ser um vespeiro, ninguém quer colocar a mão e tratar do problema como deve.
Vamos esperar o resultado do 3º turno e recomeçar a nossa batalha. Quem sabe, o futuro eleito nos dará ouvidos.
Julio Bahr
Nosso blog Visual de Londrina vem chamando a atenção para o problema desde os primeiros artigos e fotos aqui publicadas. Denominei essa poluição selvagem de “Padrão Londrina de Comunicação Exterior”.
Parece que o Jornal de Londrina só descobriu o fato agora, apesar de manter seus jornalistas e repórteres em campo nas ruas e avenidas da cidade todo o tempo.
Nosso blog já provocou entrevistas na Rádio Universidade FM, na TV Massa, reportagens, matérias e cartas na Folha de Londrina, uma conversa com o ex-prefeito do PT e, mais recentemente, um e-mail ao novo e temporário prefeito.
Resultados? Nota zero. Nada aconteceu.
A publicidade exterior de Londrina parece ser um vespeiro, ninguém quer colocar a mão e tratar do problema como deve.
Vamos esperar o resultado do 3º turno e recomeçar a nossa batalha. Quem sabe, o futuro eleito nos dará ouvidos.
Julio Bahr
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