Mudou alguma coisa na cidade depois da discussão sobre Poluição Visual na Câmara Legislativa de Londrina? Parece que não. Esta é a vista da nobre Av. Higienópolis, perto do Lago Igapó. Um aglomerado de painéis, frontlights e pinturas no muro, para ninguém - que ame a poluição visual - botar defeito.19.3.10
Londrina, março 2010
Mudou alguma coisa na cidade depois da discussão sobre Poluição Visual na Câmara Legislativa de Londrina? Parece que não. Esta é a vista da nobre Av. Higienópolis, perto do Lago Igapó. Um aglomerado de painéis, frontlights e pinturas no muro, para ninguém - que ame a poluição visual - botar defeito.17.3.10
Abrigo de ônibus com ar condicionado
4.2.10
Dica de vitrine
22.1.10
“Para mostrar a cidade”

Sob este título, a Revista Habitação(*) publicada pelo Secovi – PR publicou matéria, na qual especialistas analisaram a lei “Cidade Limpa”, que ainda se encontra estacionada na Câmara dos Vereadores de Londrina.
O autor deste blog foi um dos entrevistados, afirmando que “o excesso de comunicação visual na cidade não combina com o esforço do arquiteto, nem com o ideal do proprietário do imóvel e nem com a cidade. Há muitas outras formas de explorar a publicidade, que não apenas por meio de outdoors ou banners pendurados no mobiliário urbano, O vitrinismo é um deles. Essa técnica de vendas ainda é pouco explorada na cidade
e pode dar ótimos resultados, já que a loja marca sua identidade através da forma de exposição dos produtos”.
Contrariando as afirmações de que os trabalhadores das empresas de comunicação exterior perderiam seus empregos, o entrevistado ainda sugere parcerias para a construção de abrigos de ônibus, que conteriam publicidade e inclusive dariam maior proteção aos londrinenses em dias de chuva. Esse pessoal também pode ser alocado para o trabalho de restauração de fachadas – uma iniciativa do gênero foi abordada na matéria.
“Há necessidade de normatizar a publicidade exterior na cidade e sua relação com o visual, a arquitetura da cidade”.
O autor deste blog foi um dos entrevistados, afirmando que “o excesso de comunicação visual na cidade não combina com o esforço do arquiteto, nem com o ideal do proprietário do imóvel e nem com a cidade. Há muitas outras formas de explorar a publicidade, que não apenas por meio de outdoors ou banners pendurados no mobiliário urbano, O vitrinismo é um deles. Essa técnica de vendas ainda é pouco explorada na cidade
e pode dar ótimos resultados, já que a loja marca sua identidade através da forma de exposição dos produtos”.Contrariando as afirmações de que os trabalhadores das empresas de comunicação exterior perderiam seus empregos, o entrevistado ainda sugere parcerias para a construção de abrigos de ônibus, que conteriam publicidade e inclusive dariam maior proteção aos londrinenses em dias de chuva. Esse pessoal também pode ser alocado para o trabalho de restauração de fachadas – uma iniciativa do gênero foi abordada na matéria.
“Há necessidade de normatizar a publicidade exterior na cidade e sua relação com o visual, a arquitetura da cidade”.
(*) Revista Habitação - PR, Ano I, Número 10
11.1.10
Curitiba, sem poluição visual
7.12.09
O objetivo deste blog
Alguns leitores deste blog aparentemente não compreenderam ainda a sua finalidade – que trata primordialmente do espaço urbano. Ou espaço público, que em última instância é de todos nós.
Supõe-se que existam regras – e neste caso o gestor da cidade é o responsável pela sua aplicação.
O gestor é a Prefeitura. As regras estão determinadas no Código de Posturas do Município, que em Londrina foi aprovado no começo da década de 1990.
O problema é que o espaço urbano, ou espaço público, ou ainda o nosso espaço, está sendo agredido por anunciantes que deixam de respeitar os limites do bom senso e da lei. O que significa que o gestor não está cumprindo a sua parte.
Quando nós começamos a perder a visão do verde, do céu, do belo e do estético para centenas e centenas de painéis e luminosos colocados desordenadamente em nosso redor; quando percebemos que a comunicação se transforma em desarranjo; quando a comunicação publicitária se sobrepõe à comunicação informativa – sinaleiros, placas e segurança do trânsito; quando, enfim, o entorno passa a ser um incômodo para a população, é porque alguma coisa está profundamente errada neste contexto.
O blog Visual de Londrina tem mostrado estes aspectos negativos da comunicação exterior na cidade de Londrina. Aqui não se trata da crítica apenas pela crítica. Trata-se de interpretar um sentimento coletivo. Pois se assim não fosse, o prefeito não teria encaminhado seu projeto “Cidade Limpa” à Câmara Municipal; nem esta teria promovido uma audiência pública para discussão ampla do problema.
O blog também vem tratando da qualidade de criação da publicidade exterior. Seria por acaso que uma crítica que fizéramos ao outdoor da Matsuri – Festa da Primavera – em 2008, tenha resultado em uma bela peça publicitária em 2009?
Mostramos outdoors e comunicação exterior de boa e de má qualidade, fachadas confusas ou bem elaboradas, criações fracas, mas também de categoria.
Abrimos espaço para comentários e críticas, construtivas ou não.
Vários estudantes de comunicação têm se valido dos nossos textos e fotografias para trabalhos a respeito da comunicação exterior, o que muito nos honra.
O mais importante é que o blog Visual de Londrina, que teve um início despretensioso, acabou abrindo caminho para discussões muito mais amplas da nossa comunidade em torno do tema. Mesmo contrariando alguns interesses.
JEB
Supõe-se que existam regras – e neste caso o gestor da cidade é o responsável pela sua aplicação.
O gestor é a Prefeitura. As regras estão determinadas no Código de Posturas do Município, que em Londrina foi aprovado no começo da década de 1990.
O problema é que o espaço urbano, ou espaço público, ou ainda o nosso espaço, está sendo agredido por anunciantes que deixam de respeitar os limites do bom senso e da lei. O que significa que o gestor não está cumprindo a sua parte.
Quando nós começamos a perder a visão do verde, do céu, do belo e do estético para centenas e centenas de painéis e luminosos colocados desordenadamente em nosso redor; quando percebemos que a comunicação se transforma em desarranjo; quando a comunicação publicitária se sobrepõe à comunicação informativa – sinaleiros, placas e segurança do trânsito; quando, enfim, o entorno passa a ser um incômodo para a população, é porque alguma coisa está profundamente errada neste contexto.
O blog Visual de Londrina tem mostrado estes aspectos negativos da comunicação exterior na cidade de Londrina. Aqui não se trata da crítica apenas pela crítica. Trata-se de interpretar um sentimento coletivo. Pois se assim não fosse, o prefeito não teria encaminhado seu projeto “Cidade Limpa” à Câmara Municipal; nem esta teria promovido uma audiência pública para discussão ampla do problema.
O blog também vem tratando da qualidade de criação da publicidade exterior. Seria por acaso que uma crítica que fizéramos ao outdoor da Matsuri – Festa da Primavera – em 2008, tenha resultado em uma bela peça publicitária em 2009?
Mostramos outdoors e comunicação exterior de boa e de má qualidade, fachadas confusas ou bem elaboradas, criações fracas, mas também de categoria.
Abrimos espaço para comentários e críticas, construtivas ou não.
Vários estudantes de comunicação têm se valido dos nossos textos e fotografias para trabalhos a respeito da comunicação exterior, o que muito nos honra.
O mais importante é que o blog Visual de Londrina, que teve um início despretensioso, acabou abrindo caminho para discussões muito mais amplas da nossa comunidade em torno do tema. Mesmo contrariando alguns interesses.
JEB
6.11.09
Poluição visual: comentários dizem tudo
Comentários que foram encaminhados a esse blog retratam o sentimento dos londrinenses, que não aguentam mais a poluição visual causada pelas empresas de outdoor em Londrina :
...Londrina não suporta mais, daqui a pouco tem gente morando nos quadros de outdoor, aí vão dizer que é de utilidade publica e social...
... acho que Londrina (e nós, os moradores) ficamos, sim, muito prejudicados com essa 'lambança' de cartazes, faixas, outdoors, muros pixados e etc...
...essa sujeira visual estampada nas fotos é impressionante...
... é duro ter que demonstrar o óbvio: o espaço público é de todos, portanto não deve ser de ninguém em particular. Calçadas são para andar sobre elas, muros são para murar e devem ser pintados de cores neutras e discretas, e por fim, a paisagem é para ser olhada, admirada, e não 'escondida' sob essa infinidade de propagandas...
...também gostaria de voltar a Londrina e encontrar uma cidade limpa, livre da poluição visual...
...essa poluição visual em Londrina não é somente um desrespeito à lei. É também um desrespeito à beleza, à ordem, harmonia e ao bom senso. Um desrespeito à vida, já que leva a acidentes. Um desrespeito ao cidadão...
...portanto, a padronização da mídia externa deve ser normatizada como um todo. Se o trabalho for realizado que o façam por completo e Londrina ganhe novos ares...
...vá a barragem do lago Igapó e veja o absurdo bem ao lado...
...uma cidade tão bonita, com um povo tão amigo, merece um visual melhor!...
...faz um ranger absurdo de alto quando vira as placas. Passo constantemente por lá de noite, que é quando se percebe esse ranger bem alto e claro...
... Londrina precisa pensar nas pessoas urgentemente...
...to dentro, trabalho com publicidade e tenho de concordar, a cidade está thrash...
...moro em Londrina, amo a cidade de coração, apesar de ser curitibano de nascimento. Entretanto, gostaria de expressar meu sentimento de indignação em relação ao abandono que vive a cidade...
...e me senti bastante reconfortada por não ser a única triste e insatisfeita com a poluição visual crescente em Londrina...
...por mim, acabava com essa história de outdoors, acho deprimente uma cidade tão poluída de penduricalhos...
...Londrina não suporta mais, daqui a pouco tem gente morando nos quadros de outdoor, aí vão dizer que é de utilidade publica e social...
... acho que Londrina (e nós, os moradores) ficamos, sim, muito prejudicados com essa 'lambança' de cartazes, faixas, outdoors, muros pixados e etc...
...essa sujeira visual estampada nas fotos é impressionante...
... é duro ter que demonstrar o óbvio: o espaço público é de todos, portanto não deve ser de ninguém em particular. Calçadas são para andar sobre elas, muros são para murar e devem ser pintados de cores neutras e discretas, e por fim, a paisagem é para ser olhada, admirada, e não 'escondida' sob essa infinidade de propagandas...
...também gostaria de voltar a Londrina e encontrar uma cidade limpa, livre da poluição visual...
...essa poluição visual em Londrina não é somente um desrespeito à lei. É também um desrespeito à beleza, à ordem, harmonia e ao bom senso. Um desrespeito à vida, já que leva a acidentes. Um desrespeito ao cidadão...
...portanto, a padronização da mídia externa deve ser normatizada como um todo. Se o trabalho for realizado que o façam por completo e Londrina ganhe novos ares...
...vá a barragem do lago Igapó e veja o absurdo bem ao lado...
...uma cidade tão bonita, com um povo tão amigo, merece um visual melhor!...
...faz um ranger absurdo de alto quando vira as placas. Passo constantemente por lá de noite, que é quando se percebe esse ranger bem alto e claro...
... Londrina precisa pensar nas pessoas urgentemente...
...to dentro, trabalho com publicidade e tenho de concordar, a cidade está thrash...
...moro em Londrina, amo a cidade de coração, apesar de ser curitibano de nascimento. Entretanto, gostaria de expressar meu sentimento de indignação em relação ao abandono que vive a cidade...
...e me senti bastante reconfortada por não ser a única triste e insatisfeita com a poluição visual crescente em Londrina...
...por mim, acabava com essa história de outdoors, acho deprimente uma cidade tão poluída de penduricalhos...
5.11.09
Visual de Londrina na ONU VERDE
2.11.09
Faca e queijo nas mãos!
Tive a oportunidade de conversar há alguns dias com o prefeito Barbosa Neto sobre seu projeto Cidade Limpa – que ele considera da mais alta importância para Londrina.
Tomei a liberdade de dizer-lhe que ele perdeu uma excelente oportunidade de reduzir a poluição visual na cidade de Londrina, ao deixar de utilizar as ferramentas de que já dispõe, aprovadas inclusive pela Câmara dos Vereadores – há muito e muito tempo.
Como é de praxe, Londrina possui um Código de Posturas do Município – são as diretrizes para o executivo legislar a cidade.
Veja alguns tópicos do Código de Posturas, que permitem ao prefeito administrar a publicidade exterior da cidade:
CAPÍTULO IX - DA PUBLICIDADE EM GERAL
Art. 186.
A exploração dos meios de publicidade no Estádio do Café, nas vias e nos logradouros públicos, bem como nos acessos comuns, ou colocados em terrenos ou próprios de privado (sic), mas visíveis dos lugares públicos, depende de licença da Prefeitura, sujeitando-se o contribuinte ao pagamento da taxa respectiva.
§ 1º. Incluem-se na obrigatoriedade deste artigo os cartazes, letreiros, propaganda, boletins, panfletos, quadros, painéis, emblemas, placas, avisos, anúncios e mostruários, luminosos ou não, feitos por qualquer modo, processo ou engenho, suspensos, distribuídos, afixados ou pintados em muros, paredes, tapumes e veículos.
§ 2º. A taxa de publicidade de que trata este capítulo será cobrado (sic) por metro quadrado, além da taxa de ocupação de solo, em se tratando de áreas públicas.
Art. 188.
Não será permitida a publicidade quando:
II. de alguma forma prejudique os aspectos paisagísticos da cidade, seus panoramas naturais, monumentos típicos, históricos e tradicionais e, ainda, em frente a praças, parques e jardins públicos;
VI. pelo seu número ou má distribuição, prejudique os aspectos das fachadas, ou visibilidade dos prédios (sic);
Parágrafo único.
Não será permitida a colocação ou inscrição de anúncios ou cartazes:
II. quando pintados ou colocados diretamente sobre os muros, fachadas, grades, monumentos, postes e nos parques e jardins públicos;
Art. 199.
Na infração de qualquer artigo deste capítulo, será imposta a multa correspondente ao valor de uma a trinta vezes a Unidade Fiscal de Londrina - UFL.
Portanto, qualquer cidadão poderia entrar com uma representação no Ministério Público exigindo da Prefeitura a comprovação dos pagamentos (pelas empresas de publicidade exterior e de seus anunciantes) das licenças das centenas e centenas de outdoors, front-lights, luminosos, placas, enfim de toda publicidade e comunicação exterior da cidade – exatamente como consta do Código de Posturas, para se cerrtificar de que o Código esteja sendo cumprido.
A falta das licenças e a colocação de publicidade em locais irregulares (de frente para parques públicos, jardins, praças, assim como a pintura em muros e os outdoors fixados em muros) implicariam na imediata cobrança de multas e, principalmente, na retirada do material irregular.
Simples assim!
O projeto Cidade Limpa do prefeito, a audiência pública na Câmara dos Vereadores e toda discussão em torno do projeto nem precisariam ter sido promovidos.
O prefeito tem a faca e o queijo nas suas mãos!
Tomei a liberdade de dizer-lhe que ele perdeu uma excelente oportunidade de reduzir a poluição visual na cidade de Londrina, ao deixar de utilizar as ferramentas de que já dispõe, aprovadas inclusive pela Câmara dos Vereadores – há muito e muito tempo.
Como é de praxe, Londrina possui um Código de Posturas do Município – são as diretrizes para o executivo legislar a cidade.
Veja alguns tópicos do Código de Posturas, que permitem ao prefeito administrar a publicidade exterior da cidade:
CAPÍTULO IX - DA PUBLICIDADE EM GERAL
Art. 186.
A exploração dos meios de publicidade no Estádio do Café, nas vias e nos logradouros públicos, bem como nos acessos comuns, ou colocados em terrenos ou próprios de privado (sic), mas visíveis dos lugares públicos, depende de licença da Prefeitura, sujeitando-se o contribuinte ao pagamento da taxa respectiva.
§ 1º. Incluem-se na obrigatoriedade deste artigo os cartazes, letreiros, propaganda, boletins, panfletos, quadros, painéis, emblemas, placas, avisos, anúncios e mostruários, luminosos ou não, feitos por qualquer modo, processo ou engenho, suspensos, distribuídos, afixados ou pintados em muros, paredes, tapumes e veículos.
§ 2º. A taxa de publicidade de que trata este capítulo será cobrado (sic) por metro quadrado, além da taxa de ocupação de solo, em se tratando de áreas públicas.
Art. 188.
Não será permitida a publicidade quando:
II. de alguma forma prejudique os aspectos paisagísticos da cidade, seus panoramas naturais, monumentos típicos, históricos e tradicionais e, ainda, em frente a praças, parques e jardins públicos;
VI. pelo seu número ou má distribuição, prejudique os aspectos das fachadas, ou visibilidade dos prédios (sic);
Parágrafo único.
Não será permitida a colocação ou inscrição de anúncios ou cartazes:
II. quando pintados ou colocados diretamente sobre os muros, fachadas, grades, monumentos, postes e nos parques e jardins públicos;
Art. 199.
Na infração de qualquer artigo deste capítulo, será imposta a multa correspondente ao valor de uma a trinta vezes a Unidade Fiscal de Londrina - UFL.
Portanto, qualquer cidadão poderia entrar com uma representação no Ministério Público exigindo da Prefeitura a comprovação dos pagamentos (pelas empresas de publicidade exterior e de seus anunciantes) das licenças das centenas e centenas de outdoors, front-lights, luminosos, placas, enfim de toda publicidade e comunicação exterior da cidade – exatamente como consta do Código de Posturas, para se cerrtificar de que o Código esteja sendo cumprido.
A falta das licenças e a colocação de publicidade em locais irregulares (de frente para parques públicos, jardins, praças, assim como a pintura em muros e os outdoors fixados em muros) implicariam na imediata cobrança de multas e, principalmente, na retirada do material irregular.
Simples assim!
O projeto Cidade Limpa do prefeito, a audiência pública na Câmara dos Vereadores e toda discussão em torno do projeto nem precisariam ter sido promovidos.
O prefeito tem a faca e o queijo nas suas mãos!
28.10.09
Publicitário anti-publicidade exterior?
Muita gente tem estranhado minha posição a favor do Projeto Cidade Limpa, apresentado pelo prefeito de Londrina à Câmara Municipal.Realmente parece ser uma posição bastante conflitante e até desconfortável. Pois publicitários como eu vivem de criações e do agenciamento de tempo e espaços (como rádios, tevê, jornais, revistas, portais da internet e outdoors, entre outros).
Mas publicitários também vivem no lar, no escritório, nas ruas, nos parques, nos jardins e no meio ambiente.
Queremos nosso lar, nossos objetos de estimação, nossa decoração bem arrumadinhos, limpos, bonitos.
Queremos nosso escritório com móveis e equipamentos confortáveis, atraentes, funcionais.
Queremos as nossas ruas, os parques, os jardins e o meio ambiente do nosso entorno nos proporcionando bem estar, prazer, beleza visual.
Infelizmente não é isso que está ocorrendo em Londrina.
Este blog tem documentado e registrado fotograficamente o avanço da poluição visual causada pelo número indiscriminado e descontrolado de outdoors, front-lights, luminosos, painéis e programações visuais de fachadas, lojas e consultórios.
Uma poluição visual de tal monta, que me fez despir da roupagem de publicitário e me inserir no contexto do cidadão que simplesmente reside nesta cidade.
Como publicitário, sou capaz de buscar criatividade suficiente para substituir a publicidade exterior por outras formas de comunicação – e com certeza continuar a divulgar a imagem e os produtos dos meus clientes com ótimos resultados.
Como cidadão, tenho o direito de exigir um basta a essa poluição visual desenfreada, que agride nossos olhos, nosso orgulho e nossa consciência.
Publicitário, sim. Poluidor, nunca!
24.10.09
Outdoors, espaço urbano e ética
Na audiência pública realizada em 21 de outubro promovida pela Câmara Municipal de Londrina, tive a oportunidade de perguntar ao presidente do Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Paraná, Romerson Faco, do por quê as empresas de outdoor de Londrina terem infestado a cidade, causando uma poluição visual desenfreada, mesmo após tantas cartas de leitores publicadas pelos jornais, reportagens em todos os veículos de comunicação e reclamos da sociedade.
O presidente do Sindicato culpou as administrações anteriores por jamais terem regularizado o setor na cidade de Londrina, deixando aberta a possibilidade infinita de montar outdoors, painéis, luminosos e outras peças de comunicação visual sem o mínimo controle.
Pensei bastante a respeito da resposta de Romerson Faco. E chego à conclusão de que na verdade o que acontece em Londrina é uma absoluta falta de ética das empresas de outdoor, que não respeitam o espaço urbano, não respeitam os anseios da população e ultrapassam todos os limites do bom senso, pensando apenas nos seus faturamentos, nos seus ganhos.
Ética, respeito e cidadania não precisam de leis nem de regulamentações. São fatores intrínsecos a cada um de nós, cidadãos, independentemente das nossas atividades profissionais, sejamos publicitários (minha área de atuação), médicos, engenheiros, administradores, professores, políticos, etc.
Há regras básicas para vivermos em sociedade: o direito de um termina onde começa o direito de outrem. O espaço público pertence a todos nós – e somos responsáveis por mantê-lo íntegro. Somos os guardiões do nosso entorno.
A posição das empresas de outdoor, representadas por Romerson Faco é o lamentável reflexo de um grupo social eivado de pensamentos tortos, egocêntricos e absolutamente antipedagógicos. Sinal dos tempos.
O que Romerson Faco e os outros responsáveis pela poluição visual de Londrina responderão aos filhos quando o tema for abordado em suas salas de aula? “- Sim, filhinho, com muito orgulho, papai é um dos responsáveis por esse caos urbano”!?
O presidente do Sindicato culpou as administrações anteriores por jamais terem regularizado o setor na cidade de Londrina, deixando aberta a possibilidade infinita de montar outdoors, painéis, luminosos e outras peças de comunicação visual sem o mínimo controle.
Pensei bastante a respeito da resposta de Romerson Faco. E chego à conclusão de que na verdade o que acontece em Londrina é uma absoluta falta de ética das empresas de outdoor, que não respeitam o espaço urbano, não respeitam os anseios da população e ultrapassam todos os limites do bom senso, pensando apenas nos seus faturamentos, nos seus ganhos.
Ética, respeito e cidadania não precisam de leis nem de regulamentações. São fatores intrínsecos a cada um de nós, cidadãos, independentemente das nossas atividades profissionais, sejamos publicitários (minha área de atuação), médicos, engenheiros, administradores, professores, políticos, etc.
Há regras básicas para vivermos em sociedade: o direito de um termina onde começa o direito de outrem. O espaço público pertence a todos nós – e somos responsáveis por mantê-lo íntegro. Somos os guardiões do nosso entorno.
A posição das empresas de outdoor, representadas por Romerson Faco é o lamentável reflexo de um grupo social eivado de pensamentos tortos, egocêntricos e absolutamente antipedagógicos. Sinal dos tempos.
O que Romerson Faco e os outros responsáveis pela poluição visual de Londrina responderão aos filhos quando o tema for abordado em suas salas de aula? “- Sim, filhinho, com muito orgulho, papai é um dos responsáveis por esse caos urbano”!?
23.10.09
Chantagem emocional
Por Guilherme Henrique Costa
Estive na audiência pública da Câmara para debater o projeto Cidade Limpa. Como não represento o “desenvolvimento econômico” do setor de propaganda e publicidade – como foi dito lá – eu, que não sou trabalhador braçal assalariado das “criativas” empresas de outdoors, me senti envergonhado como morador comum de Londrina. Não consegui fazer uma única pergunta para defender a despoluição porque a pressão das empresas na audiência foi muito maior do que a vontade dos cidadãos livres de quererem viver numa cidade visualmente confortável.
Foi visível o clima de mal-estar que a pressão gerou – cheguei a me sentir constrangido por me ofender com a poluição visual. Aliás, o presidente do sindicato dos donos das empresas de publicidade abriu a própria fala dizendo que poluição visual não causa nenhum mal. Só faltou dizer que deveríamos condecorar as empresas de outdoor!
Pelo visto, massa de manobra e claque não são mais exclusividade do meio político londrinense – tornaram-se “ferramentas” também muito bem usadas pelo poder econômico. Nunca imaginei que o setor tratasse o assunto com tanta arrogância como o fez na audiência pública! Um ultraje!
Tomamos a liberdade de reproduzir a carta acima publicada em 23/10/09 no Jornal de Londrina, pelo grau de importância do seu conteúdo e pelo direito de liberdade de expressão dos cidadãos londrinenses.
Tomamos a liberdade de reproduzir a carta acima publicada em 23/10/09 no Jornal de Londrina, pelo grau de importância do seu conteúdo e pelo direito de liberdade de expressão dos cidadãos londrinenses.
Males da Poluição Visual
Há que se dar ênfase ao combate à poluição visual, uma das grandes responsáveis pelo stress que afeta aos cidadãos.Mas afinal, quais são os males causados pela poluição visual?
Viver em cidades pode ser muito estressante. Compromissos e horários para serem cumpridos, além do trânsito e das distâncias a serem percorridas para se locomover. As pessoas têm cada vez menos tempo para o lazer, muitas vezes deixado de lado, não por opção, mas por necessidade.
Nos nossos trajetos, temos de procurar o semáforo ou a placa de trânsito que estão embaralhados entre centenas de painéis, luminosos, outdoors e informações que demandam certo tempo para serem processadas em nossa mente e nem sempre são captadas. Juntemos ainda as imagens dos cartazes, dos postes inundados de faixas e cartazetes, a sujeira nas ruas.... mesmo contra nossa vontade é muito fácil ficarmos confusos, nervosos e desatentos, abrindo o caminho para o stress. Há ainda que se considerar que existem pessoas mais suscetíveis à poluição visual do que outras.
Segundo os especialistas, o stress pode nos deixar fisicamente mais vulneráveis, causar dores de cabeça, cansaço constante e, em alguns casos, até baixar nossa resistência física, abrindo caminho para doenças que afetem o corpo.
Dessa forma, torna-se fácil entender porque foi implantado o programa Cidade Limpa em São Paulo, impedindo que a poluição visual continuasse a se alastrar pela cidade e resgatando a paisagem natural que há tempos praticamente extinguira-se na cidade.
Imagem: activerelease.ca
22.10.09
Poluição Visual: a caminho da solução?
Noite de 21 de outubro.
Audiência Pública sobre a “Poluição Visual de Londrina”, convocada pela Câmara Municipal de Londrina.
Auditório bem representativo.
Ótimos debates abordaram o problema da comunicação exterior na cidade.
Houve oportunidade para a manifestação do Executivo, com o tema introduzido pelo prefeito Barbosa Neto e defendido pela arquiteta Regina Monteiro, de São Paulo, onde é a coordenadora do Projeto Cidade Limpa.
As empresas de outdoor foram também muito bem representadas pelo presidente do SEPEX PR, (Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Estado do Paraná), Romerson Faco.
A ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina) se fez presente com o seu presidente Marcelo Cassa.
Como resultado das discussões, foram apresentadas algumas emendas substitutivas ao projeto original do Executivo (que previa a eliminação de toda publicidade exterior), emendas que deverão ser discutidas pelos vereadores de Londrina.
Restou a impressão de que todos os presentes à audiência, sem exceção, concordaram que há excessos e absurdos na poluição visual na cidade – tema que nosso blog vem abordando há tanto tempo – e que existe um sopro de esperança no ar para tornar Londrina novamente mais bonita e menos poluída visualmente.
Espero que o atual 'tsunami' de poluição desenfreada desapareça rapidamente de nossas vistas!
Audiência Pública sobre a “Poluição Visual de Londrina”, convocada pela Câmara Municipal de Londrina.
Auditório bem representativo.
Ótimos debates abordaram o problema da comunicação exterior na cidade.
Houve oportunidade para a manifestação do Executivo, com o tema introduzido pelo prefeito Barbosa Neto e defendido pela arquiteta Regina Monteiro, de São Paulo, onde é a coordenadora do Projeto Cidade Limpa.
As empresas de outdoor foram também muito bem representadas pelo presidente do SEPEX PR, (Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Estado do Paraná), Romerson Faco.
A ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina) se fez presente com o seu presidente Marcelo Cassa.
Como resultado das discussões, foram apresentadas algumas emendas substitutivas ao projeto original do Executivo (que previa a eliminação de toda publicidade exterior), emendas que deverão ser discutidas pelos vereadores de Londrina.
Restou a impressão de que todos os presentes à audiência, sem exceção, concordaram que há excessos e absurdos na poluição visual na cidade – tema que nosso blog vem abordando há tanto tempo – e que existe um sopro de esperança no ar para tornar Londrina novamente mais bonita e menos poluída visualmente.
Espero que o atual 'tsunami' de poluição desenfreada desapareça rapidamente de nossas vistas!
21.10.09
Cuidado: luminoso danificado
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