20.9.15

10.2.14

Lei Cidade Limpa: andando na marcha-a-ré?



Tudo indica que está sendo orquestrada uma campanha para que os resultados positivos obtidos em Londrina na gestão do cassado prefeito Barbosa Neto sejam revertidos: várias cartas misteriosas estão surgindo repentinamente em um jornal da cidade lembrando “com saudades” o tempo em que a cidade estava contaminada pela poluição visual de milhares de outdoors, placas gigantescas frente às lojas e comércio em geral, front-lights e dezenas de penduricalhos espalhados à guisa de comunicação exterior. As cartas criticam “a falta de cores” e misturam os conceitos de equipamentos públicos e publicidade, passando uma informação enganosa aos leitores.
Tudo indica que estas cartas são patrocinadas ou induzidas por entidades insatisfeitas com a mudança ocorrida em Londrina após a implantação do Projeto “Cidade Limpa” – que nosso blog insiste em chamar de “Meia Cidade Limpa”.
Curiosamente, estas cartas estão sendo publicadas exatamente no momento em que a cidade sofre pela falta de competência de uma das secretarias municipais, que falha na manutenção dos serviços de corte e poda dos espaços públicos, mostrando uma cidade suja, maltratada e aparentemente abandonada pelo poder público.

Escondida atrás desta "selva" de outdoors ficava uma academia
 
Publicamos novamente esta foto da “Era Pré-Cidade Limpa” para lembrar aos londrinenses como estávamos cercados de poluição visual, desrespeito às leis municipais e à mercê de empresas cujo objetivo maior era o seu faturamento com a publicidade exterior em detrimento à qualidade de vida dos cidadãos.

28.12.13

Poluição visual: vai começar tudo de novo?

 
Se a lei apenas beneficiar mobiliários urbanos, tudo bem. Mas quando fala em ampliar o número de outdoors pelas ruas, é para se desconfiar!

O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), sancionará na próxima segunda-feira, dia 28, bem às vésperas do Ano Novo, projeto que flexibiliza a Lei Cidade Limpa em Londrina, lei que entrou em vigor em junho de 2010 pelas mãos do prefeito anterior, o cassado Barbosa Neto, e  limpou a paisagem urbana, acabando com a enorme poluição visual da cidade.

Um acordo entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e entidades como Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) e Associação dos Profissionais de Propaganda (APP), que à época da discussão da lei foram absolutamente contra, flexibilizaram" a lei. À época duras discussões e comentários agressivos foram registrados neste blog, pioneiro nas denúncias da poluição visual e estopim para que a Lei da Cidade Limpa fosse promulgada.  Vamos ver para onde caminhará a publicidade exterior na cidade.

Enquanto a lei permitir a aplicação de publicidade em equipamentos chamados de mobiliário urbano, como pontos de ônibus e táxis, lixeiras, bancos e outros, a "flexiblização" poderá se revelar até benéfica. Mas quando decide reduzir a distância entre outdoors para 90 metros, segundo emenda do vereador Mário Neto Takahashi (PV), é para se ficar com a pulga atrás da orelha. Há um mau cheiro no ar... ou algo de podre neste reino londrinense.

28.9.13

Lago Igapó. Ninguém cogitou nisso?



Fala-se, reclama-se, discute-se. Abraça-se o lago, como se esse simbolismo fosse resolver o problema do assoreamento e comover as autoridades responsáveis. As construtoras que erguem prédios monumentais na Gleba Palhano e deixam a terra escorrer para o lago serão as grandes vilãs? Ou a culpa é da inépcia da prefeitura que há anos abandonou todos os lagos Igapó à própria sorte? Ou será a soma de vários fatrores?
Quem caminha no entorno do Igapó II descobre até esgoto vazando para as águas. A população pouco colabora: pescadores que se arriscam a fisgar peixes contaminados largam os restos e lixos à margem do lago. Vândalos pixam lixeiras e bancos. O assoreamento é tamanho que provavelmente daria para cruzar o lago a pé, de margem a margem, sem molhar os joelhos.
É muito blá-blá-blá e pouca ação.
Aqui vai a colaboração do blog Visual de Londrina: prefeitos de outras localidades falam menos e agem mais. A foto mostra uma draga de corte e sucção em ação para desassorear o Canal do Itajuru, em Cabo Frio. Estava prevista a dragagem de 150 mil metros cúbicos de areia. Uma área gigante  que nossos lagos não têm.Talvez o Igapó necessite de outro tipo de draga – mas isso compete aos engenheiros responsáveis da prefeitura determinarem. Está mais do que na hora de agir, desassoreando e despolundo nossos cartões de visita!

Foto: Arnaldo Villa Nova

17.5.13

Mercado Palhano: erro mercadológico ou malandragem?


Com toda pompa e circunstância, Londrina acompanhou a inauguração em junho de 2011 do “Eco Mercado Palhano” -  que deveria representar “um novo conceito para centros de compras destinados ao varejo de alimentos”, segundo anúncios e divulgação pelos responsáveis.

Com dois pisos, além de estacionamento coberto – e muito caro – o mercado abrigava 40 lojas no primeiro piso e um terraço-deck, com três restaurantes. Elevadores modernos, construção avançada, várias lojas conhecidas principalmente na oferta de alimentos, doces, sorvetes, chopes e petiscos misturavam-se a bancas de frutas e lojas de presentes e utilidades, dando a conotação de um mini-shopping. O espaço tornou-se um dos mais agradáveis da cidade, situado defronte ao Lago Igapó2.

E aí ocorreu o mistério: das 40 lojas abertas na época da inauguração há dois anos no primeiro piso, cerca de 90% fecharam as portas. Da última vez em que lá estive, ainda deu para saborear um gostoso chopp, mas o ambiente com lojas fechadas, as lonas abaixadas, tornou-se tétrico e pouco convidativo.

Há alguns dias publiquei o post “Propaganda, o negócio da alma” nos blogs Bahr-Baridades e Propaganda, prazer em conhecer (links na coluna ao lado) destacando que “hoje são sociólogos, psicólogos, neurolinguistas, estudiosos da mente humana, pesquisadores de mercado, entre outros, que se ocupam com a identificação exata do consumidor ao qual se destina determinado produto. São especialistas que vasculham minuciosamente o perfil, gostos, desejos, idade, sexo, sentimentos ocultos das pessoas… e conseguem, figurativamente, até invadir as suas almas”.

Deduz-se então que os responsáveis pelo Mercado Palhano adotaram dois caminhos possíveis:

1 – Erraram grotescamente na pesquisa de mercado e no atendimento das expectativas dos consumidores, uma situação imperdoável para este tipo de empreendimento no Século XXI, quando existem tantas ferramentas e tanta gente especializada para evitar tal derrocada;

2 – Estão dando um golpe baixo nos lojistas que participaram de boa-fé do empreendimento, havendo uma razão muito forte para expulsá-los de lá – talvez um contrato mais vantajoso com algum mega-empreendedor, um supermercado, uma loja de departamentos.

Como Londrina é uma cidade muito misteriosa em seus meandros, as dúvidas só serão esclarecidas no futuro. Afinal, esta é uma cidade onde obras públicas são iniciadas e não concluídas (como as avenidas Ayrton Senna e Mabio Palhano), reformas de prédios públicos estão paralisadas (Secretaria da Cultura, Teatro Ouro Verde), projetos são pagos sem concretização (como  o ex-futuro Teatro Municipal), há placas indicativas para o inexistente Jardim Botânico que abriga em sua sede luxuosa uma pá de funcionários sem que exerçam qualquer atividade, praças e parques (inclusive uma doada pela colônia japonesa) são abandonados, não há verbas para conservação de prédios históricos (Museu de Arte, Estação Rodoviária) e a cidade mais importante do Norte do Paraná não consegue a duplicação da rodovia que liga Londrina à capital Curitiba – apesar do altíssimo custo dos pedágios e da estatística alarmante reportando acidentes e mortes.

15.5.13

Um passeio pelo Igapó 2

O que restou de um banco. E pichado!
O Lago Igapó 2 é um dos cartões postais de Londrina. Desde que foi criado, passou a ser um dos “points” para atividades físicas, ciclistas, adeptos de caminhadas (aqueles que levam o coração para passear), pescadores, casais de namorados, mamães que passeam com seus nenês e até usuários dos equipamentos instalados pela prefeitura na academia ao ar livre.
Uma lixeira de concreto arremessada na água
Os horários se esticam: desde os primeiros madrugadores até aqueles que só têm o horário noturno utilizam o lago para usufruir destes benefícios.
O problema é que, não se sabe saídos de onde, quem são e por quê o fazem, alguns paspalhos descobriram mais uma atividade para praticarem no lago: o vandalismo.
Vários postes tiveram as luminárias retiradas ou furtadas
Em uma simples volta você se depara com bancos arrebentados, postes depenados ou derrubados (com suas luminárias furtadas), lixo jogado na água (flagramos até uma lixeira de concreto, doação de uma construtora local, arremessada na água – e certamente foi necessária a força de mais de uma pessoa para isso), além da própria inércia da prefeitura, que deixa o lago assoreado pela terra das construções de grandes edifícios que não param de brotar na Gleba Palhano – uma região mais alta de onde infalivelmente escoa a terra junto com as águas de qualquer chuvinha. E quem tem o nariz sensível deve ir para outro local, pois há dias em que a fedentina emanada da água é insuportável. Também as pontes rústicas de madeira construídas na trilha interna estão com o madeiramento solto e tornaram-se um perigo iminente para prováveis quedas dos mais distraídos.
Mas, voltando ao vandalismo, a estas alturas não dá para entender a função da Guarda Civil Metropolitana – afinal não é incumbência deles a vigilância dos prédios e parques públicos? Como é que persiste o vandalismo no lago e em outras regiões de Londrina?


15.4.13

E o nosso Lago Igapó II, prefeito Kireeff?

Sei que são apenas 100 dias de gestão, Prefeito Kireeff, e não há londrinense lúcido que ignore as dificuldades encontradas nesta sua gestão, após as lambanças aprontadas pelos “burgomestres” anteriores.
Entretanto, para as milhares de pessoas que praticam caminhadas, corrida ou circulam de bikes no entorno do Lago Igapó II – que deveria ser o cartão postal de Londrina -, a visão e o olfato tendem a criar certa “antipatia” pelo seu secretariado, ou pelo secretário responsável.
A sujeira se acumula sobre as águas. A cor da água está marrom, principalmente após as chuvas. O assoreamento aumenta dia após dia – basta ver a foto da ave no meio do lago, com as patas fincadas no fundo. A água e os peixes estão contaminados. Provavelmente em alguns trechos não haverá um palmo de altura de água. Nas avenidas do entorno, emaranhados de folhas, galhos e lixo se acumulam nas entradas dos bueiros, o que vem provocando alagamentos pontuais em algumas partes das avenidas. O que imaginar então do estado de entupimento das galerias que deveriam escoar as águas?
Existe um cidadão que faz questão de se manter anônimo; sozinho e às próprias expensas ele já plantara mais de 1.000 mudas de árvores quando o conheci, na época da seca, regando muda por muda para que florescessem. Imagino que hoje já tenham passado de 1.500. E pode-se notar o cuidado com que estas mudas, grande parte delas já crescidas, vêm sendo tratadas por ele: estão protegidas por garrafas pet vazadas, para evitar formigas e até aquelas pessoas voltadas à destruição e ao vandalismo.
Tive a oportunidade de conhecer o lago na época em que foi escavado, antes de ser novamente alagado. Era de uma profundidade bastante grande. Talvez nem desse pé para quem lá quisesse nadar.
Se eu como simples cidadão, pudesse sugerir algumas soluções, já lhe encaminharia a primeira: formar uma “Força Tarefa” (nada a ver com o Gaeco, Polícia Federal, Ministério Público), formada por pessoas preocupadas com a situação do Igapó II e que começassem a atuar oficialmente, em conjugação com a administração da prefeitura. Primeiro, obrigando as construtoras que vêm erguendo arranha-céus na Gleba Palhano a se cotizarem para desassorear  o lago. Afinal, sem sombra de dúvidas, são elas as maiores responsáveis pela terra que desce das suas obras e das avenidas e ruas onde caminhões a carregam para cima e para baixo. O destino final da terra: o fundão do lago.
Há muito a fazer pelo nosso Igapó II. Espero que o lago (junto com os demais que se interligam) faça parte de uma das suas prioridades imediatas, para tomar providências ontem depois do almoço.

15.12.12

Os donos das ruas em Londrina



Palavra de ordem dos últimos anos no Brasil, “Responsabilidade Social” fica distante do conhecimento e das cabeças dos responsáveis pela construção civil em Londrina. Estamos em fim de gestão do prefeito – que aliás foi colocado apenas interinamente no cargo, pois o eleito foi cassado, para “orgulho” dos londrinenses – e parece não haver fiscalização, comando, ordem e leis que regulamentem as construtoras.
A região da Gleba Palhano, onde a densidade de construção aparenta ser de dois edifícios por metro quadrado, tal a gana, a voracidade e a falta de respeito com a população do entorno, é a mais atingida por abusos, ruídos e infrações à lei.
A foto mostra uma das pistas da Av. Ernani Lacerda de Athayde, na Gleba, fechada nesta sexta-feira por um caminhão em fila dupla, descarregando material na obra. Quer dizer, o responsável pela obra simplesmente se arrogou o direito de fechar a pista! Os outros motoristas que se danassem.
Próximo a esta avenida, na Rua Wesley Cesar Vanzo, onde um super edifício está sendo erguido de frente para o Igapó III, tivemos dois dias antes o ditatorial fechamento da rua durante um período de mais de oito horas, quando um imenso guindaste entrou em operação. O horário para obras, conforme regulamentado pela Prefeitura, cessa às 20:00 h, mas a construtora insistiu em levar adiante a barulheira, o trabalho do guincho e o fechamento da rua até perto das 21:00 h.
É comum trafegarem caminhões basculantes largando terra pelas ruas; caminhões de fornecedores com motores desregulados e barulhentos; empilhadeiras e tratores de grande porte trafegam e operam pelas ruas de um lado para outro, apesar da lei determinar que devam ser removidos sobre caminhões. Betoneiras largam restos de concreto pelas avenidas. Nas chuvas, desce uma lama espessa em direção às águas do Lago Igapó II.
O telefone da SEMA, órgão responsável pela regulamentação das construções não atende à noite; o número de telefone celular do chamado “plantão noturno” obtido a duras penas, tampouco atendeu nossa ligação.
Então, fica aqui desde já um apelo ao novo prefeito Alexandre Kireeff que toma posse no dia 1º de janeiro: faça as construtoras se enquadrarem na lei. Nosso blog lança este alerta: passaremos a denunciar estas e outras irregularidades através do blog “Visual de Londrina”, o blog que motivou a prefeitura a implantar a Lei Cidade Limpa para acabar com a população visual na cidade de Londrina. A força do blog e o sucesso da iniciativa ficaram evidentes. Vamos repetir a dose para denunciar os abusos!
É bom que as construtoras não subestimem o poder de fogo da rede virtual!

1.11.12

Equipamento de utilidade pública

Londrina é uma cidade muito pobre em equipamentos de utilidade pública. Faltam relógios nas ruas, faltam bancas de jornais (as raras que existiam no Centro foram ceifadas pelo projeto Cidade Limpa), faltam indicadores de temperatura - nesta última semana a temperatura chegou próxima dos 40 graus centígrados.
Outras cidades souberam aliar serviços prestados aos cidadãos com publicidade exterior - sem que isso represente obrigatoriamente poluição visual.
Aqui de Florianópolis, Santa Catarina, chega-nos este totem, que mostra a quantidade de raios UV (ultra-violeta) naquele determinado momento, junto com a tabela dos riscos inerentes aos valores mais altos, além de indicar a temperatura ambiente. E tudo patrocinado: o anunciante, discreto, provavelmente paga as despesas do equipamento.
A Prefeitura não tem grandes despesas, oferece um serviço ao cidadão - que pode evitar queimaduras na pele - e não há nem sombra de poluição visual.

13.12.11

A defesa da paisagem urbana(*)

(*) Editorial do jornal O Estado de São Paulo de 12/122011

Cinco anos depois da entrada em vigor da Lei Cidade Limpa – que livrou a paisagem da capital paulista do uso abusivo de peças publicitárias -, a Prefeitura começa a estudar formas de disciplinar as novas intervenções urbanas para consolidar e ampliar essa conquista. O objetivo é garantir o direito dos paulistanos de aproveitar a paisagem formada por elementos tanto naturais como artificiais – vegetação, serras, monumentos, prédios históricos, etc. Reconhecida internacionalmente como uma eficiente forma de combate à poluição visual, a Lei Cidade Limpa é um exemplo de que determinação política e rigor na fiscalização são essenciais para resolver um problema como esse, que se arrastava e se agravava há décadas.

Foram muitas as tentativas de livrar a cidade dos milhares de outdoors, faixas, cartazes, backlights, frontlights, bonecos infláveis, cavaletes e outras peças de publicidade externa. A lei entrou em vigor com a promessa da Prefeitura de tolerância zero, o que provocou desconfiança de muitos sobre a sua real capacidade de fiscalização e de resistência aos grupos que sempre atuaram como donos da paisagem paulistana. O Executivo municipal, no entanto, além de firme, foi também hábil ao estabelecer etapas para o ordenamento da publicidade externa na capital: primeiro, limpou as ruas e prometeu que, em seguida, realizaria licitação para exploração publicitária do mobiliário urbano.

Em setembro, a Câmara Municipal aprovou lei que permite a exposição de anúncios em 43 mil pontos de São Paulo – totens das paradas de ônibus e plataformas de embarque e desembarque dos terminais e estações de transferência, além de mil relógios de rua. A concessão será pelo período de 30 anos e renderá ao Município R$ 2 bilhões.

Para assegurar o interesse dos grupos publicitários, é importante que a Prefeitura fiscalize e coíba rigorosamente a publicidade clandestina. Para isso, em fevereiro foi criado um grupo dedicado a reforçar a fiscalização em toda a cidade, por meio das 31 subprefeituras.

O resultado tem sido excelente: em dez meses, foram retiradas 574.361 propagandas irregulares das ruas, entre faixas, banners, cartazes e outras peças. O volume é três vezes maior do que o recolhido durante todo o ano passado e seis vezes maior do que o de 2009. Os fiscais aplicaram aproximadamente R$ 50 milhões em multas – em 2010 foram R$ 15,9 milhões.

Agora, a luta pela preservação da paisagem entra em nova fase. Em 2012 será criado um grupo para sugerir padrões de construção capazes de preservar paisagens de valor para a população. A discussão do tema já passou pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU).

Em entrevista ao Estado, a arquiteta Pérola Felipette Brocaneli, membro da CPPU, afirmou que a intenção é evitar a obstrução completa da paisagem, como ocorreu com a construção do Shopping Bourbon, na Pompeia, zona oeste da capital. O prédio impede que os moradores do local avistem o Pico do Jaraguá. A comissão também interferiu no licenciamento ambiental do monotrilho em construção na zona leste – a extensão da Linha 2-Verde do Metrô. As vigas que sustentam os trilhos suspensos mudam a paisagem. Por isso, exigiu-se do consórcio o aterramento da fiação elétrica ao redor da obra e a instalação de barreiras acústicas transparentes, além de um corredor verde sob os trilhos.

São Paulo segue, assim, a tendência mundial de proteção da paisagem urbana. Ela vai além dos aspectos culturais, ecológicos, ambientais e sociais, pois tem grande importância econômica para a metrópole – afeta o potencial turístico e o próprio mercado imobiliário. No início de novembro, a cidade recebeuem Nova Yorko Prêmio International Scenic Visionary Award, ocasião em que foi lançado o documentário This Space Available, baseado na experiência da Lei Cidade Limpa. O filme descreve a luta contra a poluição visual nos espaços públicos em todo o mundo.

Essa lei é um sucesso e deve servir de exemplo para cidades de todo o País.

Nota do Visual de Londrina: este editorial do jornal O Estado de São Paulo foi inserido por completo no blog para demonstrar que um projeto de despoluição visual, quando bem executado, só tende a resultar em sucesso. Este nosso blog “Visual de Londrina” foi pioneiro nas denúncias da poluição visual em Londrina, PR. Desde 2007 o blog veio mostrando os abusos causados pela poluição visual na cidade, que acabou adotando também o projeto “Cidade Limpa” – um projeto bem mais modesto, inicialmente mal recebido por parte da população e pelas empresas de publicidade exterior, mas que hoje também colhe excelentes resultados e tem valorizado o visual da cidade de Londrina.

(Foto: notícias Cabana

14.8.11

Nova paisagem em outdoors

Na medida em que o projeto "Meia Cidade Limpa" vai reduzindo o número de outdoors espalhados indiscriminadamente pelos quatro cantos de Londrina, começa a surgir uma nova categoria de comunicação em paineis: são estes iguais à da foto, montados pelas construtoras frente às suas obras e que certamente não obedecem a nenhum critério de distanciamento de um em relação ao outro, preconizado pela lei.
Como Londrina esta "bombando" na construção civil, nós vamos nos deparar o tempo todo com esse tipo de divulgação.
Não deixa de ser uma troca de seis por meia dúzia.

13.8.11

Antes e depois



A foto menor mostra um trecho da Av. Higienópolis em junho de 2009, antes da reordenação que a Prefeitura de Londrina está procedendo em relação à publicidade exterior. As duas outras fotos mostram o mesmo trecho em agosto de 2011.
Mesmo incompleto, o projeto "Cidade Limpa" já vem mostrando resultados positivos e as empresas vão tomando consciência da importância dos valores estéticos para a população.

12.8.11

Fachadas dentro da nova lei

A nova Gleba Palhano trouxe consigo uma série de lojas e atividades comerciais. Como pode-se ver pela foto, além da arquitetura de linhas modernas, a comunicação visual já foi adequada à lei "Cidade Limpa" - seguindo os parâmetros de metragem quadrada máxima permitida. Alguém pode dizer que ficou feio?

11.8.11

Três andares de poluição a menos

A rotatória das avenidas Madre Leônia X Higienópolis tinha 4 andares de poluição visual...

...que agora restringiu-se a um andar. Já dá para ver o verde da árvore. São resultados da lei "Cidade Limpa", antes tão combatida e agora enaltecida.

Melhorando as fachadas

As fotos comparam a mesma fachada na Av. Madre Leônia em 2009 e atualmente. Se ainda falta um certo bom gosto para se dizer que está bonita, pelo menos acabaram com a poluição visual.