1.12.07

Por onde andam os redatores de Londrina?


Estranhamente, na cidade de Londrina, que possui várias faculdades, inclusive a conceituadíssima UEL, os erros de português no material publicitário e nos jornais se repetem constantemente e nos assustam. Será esta a feição da nova geração, indiferente aos erros, indiferente à importância do idioma, indiferente ao perfeccionismo na elaboração dos seus trabalhos?

2 comentários:

Flávia Carolina disse...

Oi, Julio!
Eu sou formada em Letras e atualmente trabalho como revisora numa agência publicitária. E fico horrorizada com os erros que vemos em anúncios e outdoors (e mesmo nas placas informativas) por aí.

Mas acho que justiça precisa ser feita: no primeiro caso que você apresentou, "Atendendo até às 22 horas.", o uso do acento indicando crase é facultativo. Então, a frase está perfeitamente correta.

Não, não fui eu que revisei nenhum desses trabalhos, hehehe. Sempre trabalhei com revisão, mas em publicidade faz só dois meses.

Um abraço!

Flávia C. B. Dornelles

Julio Bahr disse...

Depois de ter recebido alguns “puxões de orelha” de leitores, retirei uma foto de painel onde eu apontara um erro de português inexistente. Penitencio-me.
Gostaria de frisar que um dos puxões de orelha foi dado por um leitor que se assina “ANÔNIMO”, lá de Portugal. Agradeço sua correção da correção, mas condeno sua falta de educação, sua xenofobia e sua empáfia.
Eis um trecho do comentário do dito cujo:
“Só uma ressalva: como português que sou, é-me indiferente a forma como os brasileiros destroiem a língua portuguesa, até porque nunca estive no brasil nem conto vir a estar. Porém, não concordo com o mau hábito que os brasileiros têm de pretenderem saber falar melhor a língua portuguesa que os próprios portugueses. A adulteração da língua portuguesa pelos brasileiros está bem visível nos próprios nomes estrangeirados que põem aos seus filhos! Dou apenas um de muitos exemplos ridículos: uma brasileira comprou uma camisola para a sua filha bebé a qual indicava fabrico norte-americano com a seguinte etiqueta: ‘Made in USA’; então, quando foi REGISTAR (e não registrar)a filha e lhe perguntaram que nome ia dar à bebé, ela disse: ‘Madeinusa’.”
Creio que será ótimo que tal figura jamais venha ao Brasil (com B maiúsculo). Seria daqui enxotado em curto espaço de tempo.
E mais um reparo: “registrar” é uma palavra que consta dos nossos dicionários, com a observação de que “registar” é pouco usada. Nosso Microsoft Word até corrige esta maneira de escrevê-la.