Estava difícil, mas achei: eis aqui um ótimo exemplo de fachada de loja em Londrina, sem nhé-nhé-nhés, badulaques nem firulas. A loja chama-se "Anjos Colchões", fica na esquina da JK com Paranaguá e mostra uma fachada certamente bolada por profissional. O texto, o logotipo e o layout falam tudo. Esse é o diferencial de uma fachada executada com muita classe. Precisa mais?20.7.08
Fachada Nota 10
Estava difícil, mas achei: eis aqui um ótimo exemplo de fachada de loja em Londrina, sem nhé-nhé-nhés, badulaques nem firulas. A loja chama-se "Anjos Colchões", fica na esquina da JK com Paranaguá e mostra uma fachada certamente bolada por profissional. O texto, o logotipo e o layout falam tudo. Esse é o diferencial de uma fachada executada com muita classe. Precisa mais?5.7.08
Comunicação inovadora ou poluidora?
Este painel gigante foi criado para promover uma academia de ginástica nos Estados Unidos, a "Powerhose Gym". A imagem quer dar a impressão de que o superatleta está fazendo força para a grua levantar os materiais da obra. Se por um lado o painel inova como oportunidade de utilização do espaço e ajuda a proteger os passantes da queda de materiais, por outro deixa uma dúvida no ar: a comunicação publicitária funciona ou polui o visual?
3.7.08
Motoserra em ação!
Esta foto poderia ter sido clicada no Mato Grosso, Amazonas ou Pará. Mas foi em Londrina, mesmo. Hoje, logo cedo, o inconfundível barulho da motoserra já se fazia ouvir da minha janela, junto com os primeiros sons da manhã sem sol. Sons que por conseqüência não incluíam o chilrear dos pássaros.
E lá se foi mais uma área verde embora, para dar lugar a algum prédio, trocando a cor da natureza pelo concreto cinza.
Já não questiono se essa devastação foi ou não autorizada pelos órgãos responsáveis.
Mas fica no ar uma certa tristeza, ao ver a beleza da paisagem natural de Londrina perdendo espaço para o chamado "progresso" - o mesmo progresso que um dia levou um prefeito da maior cidade brasileira a declarar: "São Paulo precisa parar!"
2.7.08
Poluição Visual no telejornal da CNT
No seu “Jornal do Meio Dia”, foi reservado praticamente um bloco inteiro para abordar o tema e mostrar alguns locais onde a poluição visual está acentuada.
Foram gravadas entrevistas com alguns cidadãos, colhendo suas opiniões.
Também foram entrevistados o autor deste blog (procurei resumir minha opinião sobre o assunto), o presidente do IPPUL, João Baptista Bortolotti e, finalmente ao vivo, o urbanista Gilson Bergoc, cujas opiniões se mostraram convergentes às minhas.
De resultados concretos se depreende que:
- os cidadãos londrinenses reconhecem a poluição visual como exagerada;
- a impressão geral é a de falta de controle e fiscalização da Prefeitura;
- o presidente do IPPUL afirmou que a Prefeitura está estudando o assunto;
- as agências de propaganda e as empresas de outdoor estão insensíveis aos problemas;
- não há respeito com o Código de Postura do Município, que legisla sobre o assunto;
- estão sendo desrespeitados os nossos parques, jardins e locais públicos;
- nosso blog Visual de Londrina vai continuar denunciando o descaso.
1.7.08
Mais londrinenses protestam
“Sinceramente, espero que o próximo prefeito de Londrina tenha a coragem de regulamentar uma lei municipal rigorosa para o serviço de publicidade do tipo outdoors, letreiros, placas, faixas, etc..
Pois a nossa cidade está uma verdadeira bagunça no quesito poluição visual.
Para os leitores do JL terem uma idéia, apenas no trecho entre o Super Muffato da Avenida Madre Leônia Milito e a entrada do Shopping Catuaí estão instalados quase 100 outdoors nos dois sentidos.
Se São Paulo fez, porque não Londrina?”
24.6.08
Outdoor: meio ainda incompreendido pelos criadores
Hoje vamos abrir a coluna com um pouco de didática.
Uma pequena evidência do que se está falando é o fato de que em minha coluna ainda não consegui distinguir nenhuma peça com três mãozinhas (Ouro) (*).
Muitos vão dizer: putz, lá vem Chico Socorro, novamente, com as suas regrinhas sobre o que é um bom Outdoor (ou frontlight)... Coisa de dinosssauros...
Absorvida a inevitável crítica, vamos às tais regrinhas – são apenas cinco.
1. Outdoor tem linguagem própria.
Quando estiver criando para a mídia Outdoor, pense somente nesse meio, na sua linguagem própria, diferente do material PDV, anúncio em mídia impressa, sem falar das mídias
eletrônicas. Evite o caminho fácil de fazer do Outdoor uma simples adaptação de um anúncio de mídia impressa, por exemplo.
2. Pense no fato de que ninguém vai parar para ver o seu Outdoor.
Todo mundo está cansado de saber: quem vê o Outdoor está sempre em movimento, seja motorizado, de ônibus ou mesmo a pé, o que é raro. Por isso, a mensagem tem que ser telegráfica. Ela tem que ser passada em 5, 6 segundos. Assim, a peça deverá ter o menor número possível de elementos – seja visual (ilustração, fotos) ou palavras.
3. Seja simples e deixe tudo muito claro na mensagem.
Nada que a pessoa tenha que refletir para entender. Isso é básico. Escolha uma fonte fácil de visualizar. Se for necessário, coloque uma única ilustração ou foto. Quanto ao número de palavras, David Ogilvy, um ícone reconhecido da publicidade dizia: no máximo 5.
4. O bom Outdoor é aquele que se destaca de tudo que está ao seu redor.
Diferentemente do que acontece com uma mensagem veiculada em outros meios, o bom outdoor tem que se destacar não só em relação aos outros outdoors próximos a ele como também de todo o seu “habitat” (prédios, sinais de trânsito, placas, etc.). Por supuesto, uma tarefa heróica...
5. Não se deixe enganar pelo que você vê no monitor do seu Mac ou PC
O ponto aqui é simples: um Outdoor (ou Frontlight) tem que ser visto à distância, razão pela qual ele terá que ser absolutamente “clean”, conter poucos elementos e lettering no tamanho adequado para ser lido de longe.
Um exemplo de uma peça que, criada há quase 30 anos, ainda hoje merece três mãozinhas:

TRITON

O que mais chama a atenção na peça é a ocupação inteligente do espaço: o layout está todo ocupado com o produto e modelos. E a marca. Mas, ainda assim, vale um comentário recorrente: por que não uma frase? Vejam como a frase no Outdoor Lycra, pertinente, valoriza a mensagem.
Ficha Técnica
Anunciante: Triton - Direção de Criação e Direção de Arte: Agência PR,COM - Fotografia: Mir -Veiculação: Agência criAG Propaganda e Marketing - Aprovação: Angely Koerich - Atendimento: Ari Goes - Mídia: Flávia Tonicelo - Exibidora: Eldorado Propaganda.
Frontlight Clássico


Clear
Aqui está um bom exemplo de Frontlight. Chamada com apenas 5 palavras (incluída a palavra chave caspa), excelentes modelos, layout bastante “clean”. Nome do produto com o devido destaque. Merece 2 mãozinhas com louvor.
Ficha técnica
Anunciante: Unilever - Agência: Borghierh/Lowe - Título da campanha: Com Clear a caspa desaparece. - Nome do produto: Clear anti-caspa - Praça de exibição: Florianópolis - Exibidor: MIDIAMIX.COM
Texto de Chico Socorro chicosocorro@terra.com.br
Francisco Socorro é paulista, graduado em Sociologia pelaUniversidade de Leipzig, Alemanha em 1968. Ligado à Publicidade desde 1956, tendo trabalhado em diversas Agências de Publicidade de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.
Reside desde 1994 em Florianópolis e trabalha comoConsultor independente na área de Comunicação e Marketing prestando consultoria para empresas privadas e agências de publicidade.
(*) O autor usa uma pontuação de qualidadepara avaliar peças publicitárias, de1 até 3 mãozinhas
Publicação neste blog autorizada pelo autor
18.6.08
Outdoor digital em Fargo
Este é um dos três conjuntos de outdoors digitais instalados nestas últimas duas semanas na cidade de Fargo, EUA.As lâmpadas são do tipo LED controladas via internet. Um painel pode transmitir imagens diferentes a cada 7 segundos e mais de 12.000 anúncios ou imagens por dia.
O Jornal “The Fórum”, da cidade de Fargo, já inseriu nas suas páginas uma pesquisa para que os leitores opinem se esse tipo de outdoor desvia a atenção dos motoristas. O que mostra a preocupação dos cidadãos daquela cidade em relação a sua publicidade exterior.
Foto: jornal “The Fórum”, Fargo, North Dakota, EUA, 18/06
10.6.08
A gente só queria entender!
Grupinho de gente parado frente a este outdoor. Ninguém entendeu a mensagem.
Chegou-se à conclusão que era o próprio contra-senso.
Se a roupa é do bem, o que é que um cara todo tatuado está fazendo com o franguinho (ou deveria ser um falcão?), puxando-lhe uma das pernas?
Conclusões possíveis:
1 - o outdoor é do PT, por causa da camiseta vermelha;
2 - o outdoor está anunciando luvas para se depenar frangos;
3 - o outdoor é patrocinado pela Sadia, para promover frangos;
4 -o outdoor promove tatuagens;
5 - chame urgente a sociedade protetora dos animais.
E antes que a gente esqueça: este outoor está aí pelas ruahs.







